Preso em um momento em que so escrevia em catalao, resolvi aproveitar meu atual fanatismo por Sonata Arctica e me desenferrujar no portugues com um conto baseado em minha musica preferida deste grupo e cujo significado da letra consegui entender apenas hoje /o/
Deathaura - Sonata Arctica: http://www.youtube.com/watch?v=H6qrREJizY8
O Hiatus de meu outro conto acabara nestas festas e espero que o Arturo de continuidade a nossa colaboraçao. Enquanto isso, espero que gostem.
Prologo
O sol aparecia cheio de vigor entre as poucas nuvens que se formavam naquele lugar tão normalmente úmido, dando um pouco de vida ao cenário outonal. Entre aquelas nórdicas montanhas, cobertas por uma recente e alva neve, havia um tranqüilo vale banhado por um imenso lago. Lago do qual a pequena população de um feudo próximo tirava a água de sua subsistência, além de aproveitarem sua abundante quantidade de peixes para a pesca.
Naquele dia em especial, uma pequena caravana chegava ao povoado, composta por um par de carroças, aparentemente guiadas por dois homens e suas respectivas famílias. Eles foram recebidos com braços abertos por terem parentesco com alguns moradores e se dedicaram imediatamente a organizar-se em seu novo lar. Um jovem lobo que mal havia saído da puberdade, resolveu burlar o trabalho braçal da mudança para explorar as aforas do povoado, começando, eh claro, pelo lago.
Caminhava a passos tranqüilos, sua cauda movendo-se suavemente à medida que admirava a beleza anormal daquele local. Apesar do outono, começou a sentir certo calor depois de uma hora de caminhada. Acercava-se ao lago para beber quando algo chamou a atenção de seus olhos.
Não muito distante, às margens do límpido lago, fitava o anil céu uma jovem garota, não muito mais velha que ele, senão mais jovem. Sua pelagem era de um vermelho vivido, em contraste com seu vestido bege e apagado que, apesar de tudo, remarcava a suavidade e a tranqüilidade que ela inspirava com um sorriso e olhar da mais pura serenidade.
O jovem lobo, intrigado, resolveu aproximar-se. Não havia ninguém mais por lá, o que deu um toque ainda mais intrigante à situação. A jovem raposa percebera que o lobo se aproximava, mas pareceu ignorá-lo por um instante, fitando incansavelmente o vazio. Apenas pousou seus olhos, pequenos pomos dourados, em sua nova companhia quando esta lhe dedicara uma saudação. O examinou demoradamente antes de devolver a saudação, com um sorriso, aparentemente distante, como se não pertencesse a aquele contexto, a aquele mundo. Mesmo desconcertado, ele insistiu, apresentando-se como membro da família que acabava de mudar-se ao povoado. Ela respondeu dizendo que não vivia lá, mas sim numa fazenda isolada, porém não muito distante, com sua família. Quando ele perguntou o porquê, ela pareceu, pela primeira vez, presente na conversa:
“Minha família é bem diferente em alguns pontos.”
O jovem lobo devolveu o sorriso, chegando sua vez de fita-la perdidamente, como se olhando a traves dela. Isso, porém, não pareceu intrigá-la o bastante e se virou, em direção oposta do povoado. Ele, sem poder esconder o pequeno desespero que sentira, gritou a ela que passaria por lá sempre que possível. Não houve mais que resposta que um novo sorriso e um sutil olhar, como aquele que dedica uma mãe a seu filho pequeno. Finalmente, quando ela já estava a ponto de desaparecer numa trilha que entrava num estranho bosque, ele gritou, perguntando seu nome.
Desta vez não houve nenhuma resposta, nada além do suave som da água do lago sendo guiada pela deliciosa brisa que acariciava os pinheiros ao seu redor. No dia seguinte, porém, ela apareceu e a conversa foi mais proveitosa. Assim como a seguinte, e a seguinte.
Até que o inverno chegou.
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Deathaura - Sonata Arctica: http://www.youtube.com/watch?v=H6qrREJizY8
O Hiatus de meu outro conto acabara nestas festas e espero que o Arturo de continuidade a nossa colaboraçao. Enquanto isso, espero que gostem.
Prologo
O sol aparecia cheio de vigor entre as poucas nuvens que se formavam naquele lugar tão normalmente úmido, dando um pouco de vida ao cenário outonal. Entre aquelas nórdicas montanhas, cobertas por uma recente e alva neve, havia um tranqüilo vale banhado por um imenso lago. Lago do qual a pequena população de um feudo próximo tirava a água de sua subsistência, além de aproveitarem sua abundante quantidade de peixes para a pesca.
Naquele dia em especial, uma pequena caravana chegava ao povoado, composta por um par de carroças, aparentemente guiadas por dois homens e suas respectivas famílias. Eles foram recebidos com braços abertos por terem parentesco com alguns moradores e se dedicaram imediatamente a organizar-se em seu novo lar. Um jovem lobo que mal havia saído da puberdade, resolveu burlar o trabalho braçal da mudança para explorar as aforas do povoado, começando, eh claro, pelo lago.
Caminhava a passos tranqüilos, sua cauda movendo-se suavemente à medida que admirava a beleza anormal daquele local. Apesar do outono, começou a sentir certo calor depois de uma hora de caminhada. Acercava-se ao lago para beber quando algo chamou a atenção de seus olhos.
Não muito distante, às margens do límpido lago, fitava o anil céu uma jovem garota, não muito mais velha que ele, senão mais jovem. Sua pelagem era de um vermelho vivido, em contraste com seu vestido bege e apagado que, apesar de tudo, remarcava a suavidade e a tranqüilidade que ela inspirava com um sorriso e olhar da mais pura serenidade.
O jovem lobo, intrigado, resolveu aproximar-se. Não havia ninguém mais por lá, o que deu um toque ainda mais intrigante à situação. A jovem raposa percebera que o lobo se aproximava, mas pareceu ignorá-lo por um instante, fitando incansavelmente o vazio. Apenas pousou seus olhos, pequenos pomos dourados, em sua nova companhia quando esta lhe dedicara uma saudação. O examinou demoradamente antes de devolver a saudação, com um sorriso, aparentemente distante, como se não pertencesse a aquele contexto, a aquele mundo. Mesmo desconcertado, ele insistiu, apresentando-se como membro da família que acabava de mudar-se ao povoado. Ela respondeu dizendo que não vivia lá, mas sim numa fazenda isolada, porém não muito distante, com sua família. Quando ele perguntou o porquê, ela pareceu, pela primeira vez, presente na conversa:
“Minha família é bem diferente em alguns pontos.”
O jovem lobo devolveu o sorriso, chegando sua vez de fita-la perdidamente, como se olhando a traves dela. Isso, porém, não pareceu intrigá-la o bastante e se virou, em direção oposta do povoado. Ele, sem poder esconder o pequeno desespero que sentira, gritou a ela que passaria por lá sempre que possível. Não houve mais que resposta que um novo sorriso e um sutil olhar, como aquele que dedica uma mãe a seu filho pequeno. Finalmente, quando ela já estava a ponto de desaparecer numa trilha que entrava num estranho bosque, ele gritou, perguntando seu nome.
Desta vez não houve nenhuma resposta, nada além do suave som da água do lago sendo guiada pela deliciosa brisa que acariciava os pinheiros ao seu redor. No dia seguinte, porém, ela apareceu e a conversa foi mais proveitosa. Assim como a seguinte, e a seguinte.
Até que o inverno chegou.
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Category Story / All
Species Unspecified / Any
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